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2 de abr de 2012

Evangélicos fundam Torcidas Organizadas Gospel

Evangélicos fundam Torcidas Organizadas Gospel para apoiar clubes e promover paz nos estádios | Notícia Midia Gospel
Uma paixão do brasileiro, o futebol não é só o esporte preferido da maioria, mas também faz parte da cultura popular no país, e atrai milhares de pessoas em jogos de times profissionais, além também de outros milhões que assistem pela televisão às partidas do time do coração.

O crescimento da população evangélica no Brasil também provoca efeitos no esporte, e faz surgir organizações até pouco tempo atrás impensadas para os padrões evangélicos brasileiros. O envolvimento da fé com o esporte, no caso dos evangélicos, começou com os jogadores que se converteram ao cristianismo ou que cresceram em lares evangélicos e se tornaram profissionais.

Agora, o surgimento de torcidas organizadas gospel traz uma nova área de atuação dos evangélicos na sociedade. A torcida gospel do Coritiba F.C., pelo que se tem registro, foi a primeira a ser fundada. Intitulada “Torcida Evangélica do Coritiba”, reúne torcedores que levam faixas aos estádios com dizeres que fazem referência à fé e à paz nos estádios.

A ideia espalhou-se fazendo surgir iniciativas semelhantes, como as torcidas evangélicas de grandes clubes como Flamengo, Vasco, Fluminense, São Paulo, Sport, entre outros, como o Botafogo, que possui uma torcida organizada com site e pastor-fundador. E além de se reunir nos estádios, também promove cultos, em que os torcedores vão vestidos com suas camisas do clube do coração. “A Fogospel é uma torcida que nasceu para apoiar o Botafogo e promover a paz nos estádios e nos corações alvinegros”, descreve o site.

A GospelFla também reúne torcedores evangélicos fãs do Flamengo, considerado o clube de maior torcida do país. No Facebook, a fanpage da organizada afirma que os integrantes estão “unidos pelo mais querido do Brasil e pelo desejado de todas as nações”, fazendo alusão a Jesus Cristo.

Outras torcidas evangélicas ligadas a clubes não demonstram tamanha organização em termos de mídia, porém continuam reunindo seus integrantes com o intuito de vincular a fé e os princípios cristãos com a tarefa de combate à violência nos estádios, além de torcer por seus times.

A inegável paixão do povo brasileiro pelo futebol parece não ter sido atingida pelas doutrinas da maioria das igrejas. Tempos atrás, as doutrinas de igrejas pentecostais mais tradicionais não permitiam que um fiel se mantivesse torcedor de um clube de futebol, e argumentavam usando a mensagem bíblica contrária à idolatria.

Atualmente, as igrejas se tornaram mais liberais em relação ao assunto, desvinculando o esporte da fé, e inclusive, diversos líderes assumem serem fãs de futebol e revelam suas preferências.

Porém, ainda há uma questão capaz de levantar polêmicas sobre o assunto, pois há quem entenda que embora os dois temas não comprometam um ao outro, eles também não devem ser misturados.

O crescimento de torcidas organizadas gospel pode trazer à tona um novo debate entre os evangélicos, e também a busca por respostas sobre os limites da atuação dos fiéis em circunstâncias como essas, além da discussão sobre a adoração a Deus e a devoção ao clube do coração.

Fonte: Gospel + | Divulgação: Midia Gospel

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Família vai processar Estado por discriminação religiosa

Família vai processar Estado por discriminação religiosa | Notícia Midia GospelOs pais do menino de 15 anos vítima de bullying na Escola Estadual Antônio Caputo, no Riacho Grande, em São Bernardo, anunciaram ontem que vão processar o Estado por discriminação religiosa.
O garoto, adepto do candomblé, sofre retaliações dos colegas de classe por se recusar a orar. A prática é incentivada pela professora de História Roseli Tadeu Tavares Santana. Evangélica, ela utiliza os 20 minutos iniciais de aula para pregar ensinamentos da Bíblia.Integrante da comissão de liberdade religiosa da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Jáder Freire de Macedo Júnior assumiu a defesa da família. "Nossa prioridade é ajudar esse menino. Caça às bruxas não é o caso agora, é necessário apurar quem são os responsáveis. Mas temos de diferenciar educação religiosa de catequismo."

A Diretoria Regional de Ensino da cidade e a Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) argumentam que a professora segue o currículo escolar para falar de temas ligados à religião. A Secretaria Estadual da Educação começou a apuração preliminar de 30 dias para apontar sua decisão.

Ontem, a Vara da Infância e da Juventude do MP também abriu investigação. Trabalharão em duas frentes. Uma, com o promotor Jairo de Lucca, acompanhará os trabalhos da secretaria para decidir se abrirá ou não inquérito contra Roseli. O foco prioritário, no entanto, é a saúde do menino. A promotora Vera Lúcia Acayaba de Toledo liderará campanha com vários órgãos públicos, entre eles Conselho Tutelar, Sedesc (Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania), Secretaria Municipal da Saúde e a própria Secretaria Estadual da Educação para combater o bullying religioso na escola.

A professora Roseli compareceu à reunião realizada ontem no Fórum de São Bernardo, mas ficou em sala separada. Segundo o pai do aluno, Sebastião da Silveira, 64 anos, uma pessoa ligou oferecendo vaga em outra instituição, mas a sugestão foi rejeitada. "Meu filho vai continuar na escola. Ele vai ter de aprender a lidar com a diferença e não criar uma dependência minha", disse.

O jovem tem ido às aulas e, nesta semana, segundo o pai, sofreu novos ataques pessoais. Em avaliação, o psicólogo disse que o menino teme viver em "pecado" e "ter de pedir perdão a Deus". Aproveitando o feriado da próxima semana, Silveira vai viajar com a família para esfriar os ânimos.

"Pelo menos o caso está sendo tratado. Se de forma correta, o tempo vai dizer. Por enquanto, vejo intenção grande de todos os órgãos em se fazer de tudo para apurar o que aconteceu e ajudar esse e outros jovens", disse o advogado.

Fonte: Diario do ABC | Divulgação: Midia Gospel

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