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24 de fev de 2012

Professor Adventista, diz que Jesus foi crucificado sentado, nu e sem coroa de espinhos

“Acredito na hipótese de que Jesus tenha sido crucificado sentado, apoiado em uma madeira que existia na cruz abaixo de seu quadril, com as pernas dobradas para a direita, nu e sem a coroa de espinhos”, diz Rodrigo, que também é professor do Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp).

Para Silva, essas conclusões são baseadas, principalmente, em pistas deixadas por textos bíblicos e na literatura romana. A real posição de Jesus na cruz tem sido cada vez mais questionada, por conta de obras escritas por especialistas em religião do Oriente Médio. Essas obras popularizam a discussão em torno dessa questão, que já é tratada no meio acadêmico há bastante tempo.

“Os últimos Dias de Jesus – a Evidência Arqueológica” (Ed. Landscape) é uma dessas obras, escrita pelo arqueólogo Shimon Gibson, da Universidade da Carolina do Norte . Ale argumenta que “para prolongar a agonia e o momento da morte, os romanos posicionavam a vítima em uma espécie de assento de madeira, ou suporte de forquilha, na metade inferior da cruz”.

O motivo para isso seria que, sem essa espécie de apoio, o corpo tombaria e assim uma morte por asfixia ocorreria rapidamente. O objetivo dos romanos era dar à vítima a possibilidade de respirar melhor e sofresse por mais tempo antes da morte.

“A pessoa morre mais lentamente por asfixia dolorosa, porque os músculos do diafragma vão parando de funcionar até que ela deixe de respirar”, explica John Dominic Crossan, professor de estudos bíblicos da Universidade DePaul.

Em seu livro “Em Busca de Jesus” (Ed. Paulinas) esse tipo de assento também é descrito. O historiador espanhol Joaquín Gon­zalez Echegaray, do Instituto Bíblico e Arqueológico de Jerusalém, em “Arqueología y Evangelios” (Ed. Verbo Divino), o descreve como um tipo de “conforto”, que tinha um objetivo cruel.


Fonte: Folha do Sertão

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